FAUNA
& flora
DO RIO PAIVA
Maça de Bravo-Esmolfe (derivada de malus domestica Borkh)
Aveleira
(Corylus avellana)
Verdilhão
(Carduelis clhoris)
Mexilhão-de-rio
(Margaritifera margaritifera)
“O rio vem chocalhando da serra, lacerando-se de pedra em pedra, de salto em salto, reduzido com a estiagem a pouco mais de uma telha de água. Chegando ali é como se encontrasse o seu leito para repousar, adormecer, sem ruga, fresco, profundo, sobrevoado por miríades de libélulas e pelos melros e rolas que ali fazem ninho, habitado por uma variada, ágil e saborosa fauna ribeirinha, as trutas, os barbos e as bogas…”
AQUILINO RIBEIRO, IN ALDEIA. TERRA, GENTE E BICHOS.
Videira (vitis vinifera)
O rio Paiva, considerado um dos menos poluídos da Europa, assume particular importância para
a conservação da fauna aquática e ribeirinha deste território, sendo algumas espécies raras e ameaçadas.
A presença da água límpida e a elevada humidade nas zonas confinantes do rio faz com que aí se concentre um elevado número de espécies,
total ou parcialmente, dependentes deste tipo
de habitats.
A área onde se insere o Parque Paiva Natura, e todo o concelho de Moimenta da Beira, é um fiel exemplo do efeito das respostas estratégicas da vegetação, em progressiva adaptação às variações ambientais contínuas a que é exposto o planeta. O encontro entre folhosas e mediterrâneas permite a formação de uma vegetação arbórea baixa, dominada por carvalhos-negrais, com estrato arbustivo alto de salgueiros. Este conjunto de habitats florestais é dominado por carvalhais, formações mistas caducifólio-higrófilas e bosques ribeirinhos.
As condições únicas deste território, resguardado entre as serras da Lapa e de Leomil, permitiram o desenvolvimento de uma planta endémica, o samacalo (Anarrhium longipedicellatum) que, pelo seu estatuto, é protegida por lei comunitária.