/ PERAVELHA
“A montanha foi muito tempo o solar do homem primitivo, vagabundo relapso sem outra telha que o céu estrelado. Ali viveu séculos e séculos entre robles frondosos, castanheiros que davam boa sombra e castanhas, esfomeado crónico, mas livre.”
AQUILINO RIBEIRO, IN O HOMEM DA NAVE
Penedo da Fonte Santa
Igreja Matriz
Rio Paiva
HISTÓRIA
Pêra, variante de Pena, irmã semântica de Penedono, Penalva e outros topónimos ligados a grandes rochedos; Peravelha tirou o seu nome das pedras monumentais em que nasceu.
Os seus primeiros habitantes perderam-se na obscuridade do tempo neolítico, cresceram em guerra com as ventanias e as nevas do Inverno; respiravam o ar de frescura livre em noites de lua-cheia; as grutas naturais sob as rochas foram a sua primeira habitação.
Na margem direita do Rio Paiva, estende-se a terra chã e áspera da “folha” de Peravelha e no horizonte relativamente próximo, na suave encosta da Serra da Nave, uma larga faixa de penedos e fragas parecem ossos gigantes de uma civilização pré-histórica.